28.7.12

Grip/Edge

Fique quieto, macaco, apenas morra!

Insignificante!

Desista desse esforço inútil!

Nada adiantava, o homem levantava novamente, seu corpo destruído, seus braços não tinham forças, pernas pareciam queimar em brasa, todo seu corpo doía e gritava para que ele deitasse e desistisse, mas aquele sentimento não lhe deixaria, sua alma fervia, seus punhos agora cerrados, doíam a cada movimento, seu pescoço era a única parte do corpo que ele fazia questão de manter imóvel, atrás dele, toda sua vida tomada, destruída, seus punhos eram movido por ódio e claro, amor. A única coisa que lhe restara era sua filha, que havia sido tomada dele, ao retomar sua pose de batalha, soltava um rugir que abalava a terra, seus olhos já estavam cegos, era movido por pura determinação, passos pesados, respiração pesada, punhos cerrados e dentes cerrados, indo em direção de seu oponente.

Seu oponente... ele flutuava calmamente, impecável, despejava sobre o homem um olhar de soberania, suas vestes brancas dançavam ao vento, seus lábios formavam um sutil sorriso, ao redor dele, toda a cor ia sumindo, sendo engolido pelo vazio branco, o campo de batalha que antes era um campo florido, aos poucos se tornava um vácuo, sua pele dourada passava a ser ainda mais chamativa agora, seus olhos vermelhos pairavam sobre o homem que mal ficava em pé. ele esticava o braço apontando os finos e longos dedos para seu oponente, como um trovão, uma lança dourada surgiu entre seus dedos, a mesma era segurada com calma, como uma agulha.

Você é apenas humano.

O homem que antes caminhava em direção ao seu oponente de pele dourada agora corria, em pouco tempo tão rápido que se assemelhava a um vulto, os olhos de seu oponente arregalaram-se ao presenciar a velocidade do humano, em pouco tempo sentia seu punho lhe acertar o rosto em cheio, derrubando-o de sua pose vitoriosa, deixando-o largado no chão como qualquer um, o homem soltava um grunhido de dor, e dizia para seu oponente.

Ninguém merece um deus como você!